sexta-feira, 21 de março de 2014

Negra...




“Tem gente que tem cheiro de cafuné sem pressa. Do brinquedo que agente não largava. Do acalanto que o silêncio canta. De passeio no jardim. Ao lado delas, a gente lembra que no instante em que rimos e Deus está dançando conosco de rostinho colado. E a gente ri grande que nem menina arteira.”
Ana Jácomo


Pois é minha Negra... quanta coisa até aqui não é? Desde aquele fone de ouvido compartilhado, as primeiras confidências, os primeiros puxões de orelha. Quantos sorrisos, momentos inesquecíveis de uma amizade que aos poucos foi se tornando essencial. Sim, provas cotidianas de parceria e lealdade, de uma confiança construída em bases fortes. Uma amizade que veio para mudar nossas vidas. Entre tantos enganos e decepçoes tua amizade surgiu como um porto-seguro.. com a certeza de que a verdade ainda prevalece!!As pérolas by capa, minhas idas forçadas à farmácia, as voltas de Foxtur, as horas de msn falando besteiras sem nexo, as festas, os porres, as peregrinações até a gruta... hahahaha. Você é a mão sempre estendida, o abraço sempre disposto, o sorriso sempre pontual, a minha verdade mais completa... 
Eu costumo acreditar que Deus sabe a hora certa de colocar pessoas em nossa vida. Eu e você sabemos que Ele te pôs na minha em um momento difícil pra mim.... momento este em que vc foi fundamental pra me mostrar um mundo todo que esperava pelo meu sorriso, esperava pela minha esperança... e pouco a pouco, do teu jeito, você foi conquistando um espaço em meu coraçao que hoje é imensurável, é gigante, é sem barreiras... Nossa amizade se constituiu devagarinho, em cada risada, na confiança conquistada aos poucos, e que hoje é inquestionável, nas palavras sinceras naqueles momentos difíceis, nos conselhos, nas alegrias e tristezas compartilhadas, divididas... nas piadas que a gente faz de tudo, nas m~esicaas, nos olhares que se entendem sem precisar falar nada, na dor que uma ajudou a outra a superar, enfim, nos abraços naquele momento em que o mundo parecia desabar, nas vezes em que uma segurou a mão da outra e disse: calma, tudo vai ficar beem e eu estou contigo independente do que for,  na verdade de um sentimento que transcende a amizade, pois é mais que isso... é amoor mesmo... amor de irmã, ou melhor.. amor de Negraaa....
Você Caroline, tem algo que brilha nesses olhos aí que é como se a gente visse todo os esplendor das estrelas compactado num soh olhar, é um brilho mágico, que fascina, encanta, apaixona.... você é aquela força enorme, a postura irredutível, que mesmo com o coraçao em pedaços encontra resistência para sorrir, pois você sabe que teu sorriso alimenta muitas vidas, alimenta outros sorrisos, outras esperanças... você é a verdade, é a sinceridade absoluta, que diz o que pensa doa  quem doer.... você é a entrega, é o coração puro e fiel ao que sente, que nao mede esforços para lutar por aquilo que realmente deseja... muitos talvez chamariam isso de imprudência... mas quem te conhece sabe, que isso se chama: DETERMINAÇÃO...coragem real de se entregar às tuas vontades, aos teus desejos, àquilo que realmente faaz teu coraçao vibrar de felicidade!!!
Já nao encontro palavras pra traduzir o tanto que te admiro, respeito e amo!!!
Só posso agradecer por voce tem me dado a honra de entrar em tua vida e ter compartilhado contigo momentos que sem dúvida, estão entre os mais belos de toda minha existência!!
E é como o que eu disse no dia da tua banca: Você defendendo teu trabalho mostrou o quanto você merece todo o sucesso do mundo, porque quem estava lá viu mais que uma aluna defendendo um TCC.. viu uma profissional defendendo uma escolha de vida, um dom que nasceu contigo. 
Amanhã é teu dia, dia de coroar esta trajetória acadêmica, da qual, tenho a honra de ter participado, mesmo que parcialmente.
Parabééééns minha Negra, e amanhã é dia de festa, de brindarmos o teu sucesso. 
Te amo Pofe. Cargool hahahaha

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014


Eu nunca fui do tipo garota romântica, que sonha a vida toda com véu e grinalda. Tampouco me via em relacionamentos duradouros, rodeados de pompa e circunstância, de bilhetes e declarações cotidianas. Não sonhei com casa com jardim, cachorro chamado Marley, casal de gêmeos com olho claro, café da manhã na cama, flores em aniversários de namoro. Assim como jamais compreendi o significado ou a magnitude da palavra amor.
Acontece que em algum momento da vida alguém surge, alguém sempre surge, disposto a derrubar todas as certezas que acumulamos ao longo de nossa frágil e perecível trajetória de sentimentos passageiros e prazeres momentâneos.
Essa pessoa consegue fazer com que pequenos detalhes se tornem grandes momentos, com que as coisas mais singelas do tão temido dia-a-dia se transformem em um porto-seguro, uma certeza de saber-se ali.
Ainda não sei ao certo o significado da palavra amor... mas penso que deve ser amor quando meu coração acelera toda vez que olha para teu sorriso doce. Deve ser amor quando o tempo se arrasta e demora a passar quando sei que irei te ver. Deve ser amor quando você pega em minha mão e sinto uma segurança que só senti no colo de minha mãe. Deve ser amor quando discutimos por assuntos bobos mas não aguento dois segundos antes de rir de tanta bobagem e correr para te dar um beijo. Deve ser amor quando mesmo odiando o tal filme surreal, eu vou pro cinema só pra te ver feliz. Deve ser amor quando me visto de felicidade ao ouvir meus pais falando o quanto você é especial. E também quando brigo porque você faz tudo errado sempre. Só pode ser amor quando as tardes no trabalho ficam até mais leves se sei que sairei contigo a noite. E tenho sérias desconfianças de que é amor quando olho pro meu passado e meu futuro e vejo você como meu ponto de equilíbrio, minha paz, minha mais doce melodia.
Sim, é e sempre foi amor. Desde o início, desde as historias compartilhadas, as estrelas-cadentes cruzando o mesmo olhar.
Ainda não sei definir o tal do amor... tampouco acho necessário. Basta que eu continue tendo teus braços para me envolverem quando o mundo parece grande demais, escuro demais, injusto demais. Basta que você continue sendo a minha unica exceção, a minha calmaria, a minha menina. 
Obrigada por me fazer melhor, e por ser a melhor parte de mim. Então acho que é eu te amo que se diz, não é? Sim amor, eu te amo!

domingo, 12 de janeiro de 2014







Eu sei... Você já deve estar farta de saber dos meus erros, minhas falhas, fraquezas e dos tantos fracassos que acumulo ao longo da vida. Sabe do meu orgulho que muitas vezes é imensamente maior que minha vontade de ceder. Conhece minha teimosia que desde sempre foi minha amiga mais fiel, da imensa lista de defeitos que me retratam, me formam, me compõem.
Mas apesar de todos estes, sei também que você conhece cada uma das minhas pequenas qualidades, dos mais singelos detalhes que se salvam em meio a essa personalidade toda avessa, complexa e incorrigível. Entende o tanto de sonho que eu carrego dentro do coração, e do tamanho da minha esperança em construir uma sociedade um pouco melhor, justa quem sabe. 
Sei de tudo que sou, da indiscreta petulância, da irremediável rebeldia... Sei que muitas vezes (quase sempre) é necessário um caminhão inteiro de paciência para me aguentar, quem dirá o quanto é preciso para me amar. Mas você consegue. E consegue não por minha causa, não por ajuda minha ou por qualquer outra motivação. Consegue porque o sentimento que te move é composto por toda a pureza que existe dentro de ti. Não o tipo de pureza tola ou inocente, que desconhece os perigos e incertezas do destino, mas a pureza dona de tudo aquilo que é do bem. 
Diversas vezes busquei, nos meus textos e nas minhas dissertações, nas declarações cotidianas... expressar o tanto que você significa para mim. Nunca consegui. Talvez porque não exista habilidade de escrita, inspiração ou sequer palavras suficientes e capazes de traduzir o que quero, preciso dizer. Um dia, mesmo não sabendo (ou não admitindo) sonhei encontrar alguém que aguentasse meu coração enjoativamente doce, e que suportasse meu humor incrivelmente amargo. Ai eu te encontrei. Obrigada por tornar meus dias mais leves e por ser cotidianamente a unica e eterna exceção. 

terça-feira, 26 de novembro de 2013


“A porta para a felicidade se abre por dentro”. Ouvi essa frase no início da faculdade, vinda de uma das pessoas que se tornou meu maior alicerce na vida acadêmica, sentença tão singela e ao mesmo tempo detentora de uma sabedoria tamanha que passei a usá-la como sinalizador nas diversas encruzilhadas da vida. 
Sim, uma porta imponente, com detalhes minuciosos,  construída em carvalho puro, maçanetas decoradas e fechaduras douradas.
Só que essa porta se abre por dentro. Sim, lá no coração.
Os outros podem indicar caminhos, construir chaves, desvendar senhas, mas apenas você mesmo será capaz de destravar a fechadura e abri-la. Porque você detém o poder sobre sua vida e suas escolhas. É você quem decide ir ou ficar, tentar ou desistir. É você que opta por quais estradas seguirá, e a forma como as pedras do caminho irão calejar seus pés. É você quem decide as pessoas que permanecerão na sua vida. Claro que não escolhe a intensidade dos sentimentos que nutrirá por elas, tampouco se lhe magoarão... Mas pode escolher o tanto que isso afetará seus dias e machucará seu coração.
Não espere que o outro, num gesto de cavalheirismo típico dos sonhos românticos, abra a porta para você. Não nutra esperanças de que os outros serão capazes de, algum dia, escancarar a entrada e deixar o caminho livre para que você alcance o outro lado. Só você pode fazer isso. A porta abre por dentro, e apenas você conhece seu coração, sabe das dores que ele guarda, das feridas não cicatrizadas, das alegrias vividas e os sonhos a realizar.
Abra a porta. Se ele estiver trancada arrume um jeito de construir uma chave. Se nada der certo, pule a janela mais próxima. Só não espere que a vida passe e você permaneça aí sentado, aguardando  que os outros sejam felizes por ti.

Sorria para o mundo que ele com certeza encontrará uma forma de sorrir para você.


terça-feira, 19 de novembro de 2013

Olhar e ver.


É fato comum em nossa vida: olhar sem ver.
Olhar para o mendigo na rua, e não ver a situação de miséria e privações que ele vive. Olhar para o céu, e não ver o desenho das nuvens, a escuridão da tempestade que se aproxima, o arco-íris que se formou depois da chuva. Olhar para um amigo e não ver a tristeza em seus olhos, a necessidade de um abraço apertado, de um colo disposto, um sorriso cúmplice.
Enquanto os dias correm no vai-e-vem de vidas cada vez mais cheias de vazio, mais aprendemos a fortalecer a viseira que criamos para nos exilar da realidade. Criamos máscaras que camuflam nosso real estado de espírito, escondemos as falhas e imprecisões sob camadas de maquiagem, ocultamos tudo debaixo de óculos escuros e batom vermelho. E conforme o tempo passa vamos nos esquecendo de ver nossa imagem no espelho. A face nu, sem máscaras, sem camuflagens, sem base e corretivo. Olhar e ver... perceber as rugas que se formam e que trazem consigo experiência e maturidade. Examinar as cicatrizes que são extremamente bem-vindas, porque fazem com que tenhamos certeza de que o que vivemos foi real. Os traços, os riscos, as marcas... cada um representando uma decepção, uma rasteira, uma queda, e por meio deles, o aprendizado essencial para compor a versão atualizada de nós mesmos. Olhar para o sorriso enfático em nosso rosto e ver o quanto tivemos de lutar para mantê-lo, para não permitir que murchasse diante da rotina diária: o mais do mesmo cotidiano que por muitos momentos toma conta da nossa vida. 
Contudo, o mais importante é observar os olhos. Sim, sempre disse que o que mais me encanta são os olhos. Aqueles que mesmo olhando sem ver, arquivam toda a memória de cenas que já vivenciamos, que materializam na mente as recordações mais doces que formam os capítulos de nossa existência. É neles que reside a cor de nossa esperança. E mais: o brilho fruto do amadurecimento obtido a duras penas. Ali moram lembranças e saudades... são eles que abrigam aquela lágrima que seguramos num momento de dor. Foi a partir deles que deixamos escorrer aquele pranto de emoção e alegria nas conquistas, ou de lamento e tristeza nas decepções e perdas. 
Olhar no espelho e ver o que a vida fez conosco nem sempre é atitude fácil. Requer coragem, principalmente, e coração aberto para ver o quanto tivemos que mudar para permanecer sendo quem somos. O quanto foi preciso nos refazer, recriar, reinventar em cada novo obstáculo, a cada vez que as portas se fechavam e precisávamos abrir janelas, escalar telhados, invadir chaminés... 
É difícil mas necessário, "além do que é sabido, além do que é sentido: ver além da máscara". 

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Saudades...


Hoje me peguei revirando algumas gavetas de meu passado. Alguns baús, tão bem lacrados, que guardam histórias, momentos e lembranças maiores que eu mesma. Entre bilhetes e fotografias encontrei uma parte de mim, um pedaço tão meu que parece blasfêmia compartilhar. Mas em momentos como esse, nos quais minha vontade é gritar ao mundo o quanto sinto falta de alguns amores e amigos... me resta escrever, e nessa página em branco traduzir aquilo que nem meu coração é capaz de entender.
Encontrei tantas recordações... tantas verdades escondidas por debaixo de quilos de pó e decepções. Tantas certezas que um dia compuseram meu todo, e que hoje não passam de meras e vagas lembranças. Desenterrei afetos e mágoas. Descobri nós e laços. E pouco a pouco fui percebendo o que passou, o que foi sendo soterrado por meio da rotina, do dia-a-dia, do cotidiano de problemas, desafios, contas a pagar, cargos a ocupar, trabalhos a fazer. E mais importante: aquilo que foi sendo apagado devido à forma catastrófica e cruel com que nos machucou. Pessoas que deixaram feridas abertas, que custam a cicatrizar. Outras que criaram fissuras impossíveis de se preencher. Tantos indo e vindo. Um vaivém desconexo, confuso e avassalador. 
Descobri nos armários mais escondidos de minha alma, aquelas prateleiras mágicas montadas em nosso coração. Nas quais, indiscretamente, fomos criando prioridades, trejeitos e insubstituições. Fomos nos moldando à vida que julgamos ter. E sobremaneira, fomos construindo aquilo que acreditamos ser nossa essência, até que o mundo não nos chacoalhasse e fizesse cair por terra todas as verdades.
Sim, sei que tudo isso parece um amontoado de verbos, substantivos, e divagações. Mera gramática, simples literatura, efêmera redação. Nada além de um texto barato, que será publicado em um local qualquer e que nada representará diante da complexidade da vida. Mas ainda assim, era necessário que aqui eu registrasse: ah como me fazem falta. 
Os amores e amigos. As horas de alucinação. As rodas de conversa, bebida e violão. Os e-mails trocados. Os abraços apertados. Os momentos divididos. Os porres curados. As partidas de truco vencidas (ou perdidas). As músicas ouvidas em sintonia. As danças desensaiadas. As lágrimas enxugadas. Os colos dispostos. As semelhanças identificadas. As controvérsias escrachadas. A irritação proposital. As brigas irreconciliáveis (que não duravam mais que dez minutos). A vida compartilhada. 
Permanecem no livro que forma minha existência. Compõe capítulo especial, repleto de metáforas, hipérboles, sinestesias, antíteses e eufemismos. Tão complexo e ao mesmo tempo: essencial para todo o sempre!


quarta-feira, 11 de setembro de 2013


Sempre gostei de ler. Desde que fui capaz, pela primeira vez, de decifrar os verdadeiros hieróglifos que nós, seres humanos criamos, em forma de letras, e que as crianças precisam passar a entender para ingressar no mundo "adulto", fui tomada por um encantamento ilimitado pelo mundo das palavras escritas. Até hoje acredito que não há no universo aroma melhor do que o de um livro... aquelas páginas novas ou amareladas... aquela historia ali, impressa, exposta, que carrega consigo diversas interpretações, entendimentos, que variam de acordo com a maneira com a qual cada um é tocado por aqueles parágrafos.
Mas não estou aqui para falar sobre minha paixão pela leitura, e sim por um fato ao qual me detive e que me chamou atenção...
Parei para pensar... há algum tempo costumava ler a última página de todos os livros que começava, no intuito de antecipar o final da historia, saber como aquilo terminaria. Hoje me surpreendo ao ver que isso não é mais mania, e percebo que este fato diz muito a meu respeito, fala muito sobre o que sou hoje, e as mudanças pelas quais passei.
Não tenho mais necessidade de espiar o futuro, prever o amanhã, saber quais rumos minha vida terá daqui a algum tempo. Contento-me em ler cada página, viver cada dia, saboreando cada partezinha, cada linha, deixando que a emoção tome conta de mim, me liberte, me encante. Do que adianta querer dominar o futuro, posto que nem ao menos sabemos se acordaremos amanhã? Vamos viver nossos sonhos, temos tão pouco tempo. 

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Me deixa.




Olha só, é pra ser sincera? Então vá lá: não me prenda, não me corte, não me limite, não me pode. Não me minimize, não me rebaixe e não me subestime. Me deixe livre. LIVRE. Sabe o que isso significa? Que eu sou maior de idade, vacinada, bem informada e autossuficiente (no que diz respeito a compreender o que é melhor pra mim ao menos). Eu sei exatamente onde posso pisar, com quem posso contar e como devo equilibrar o peso durante a caminhada. Eu tenho capacidade de avaliar todos os prós e os contras, os empecilhos e as vantagens, os prejuízos e os ganhos. Tenho sim. Pode confiar em mim. Portanto, se quer me ter é simples: me deixa. Não é contraditório, nem mesmo paradoxal. Me deixa. Me deixa guiar meus passos, escolher meus caminhos, pegar estradas imprevistas, tomar rumos não planejados. Me permita ser tudo aquilo que sei que posso, que consigo, que devo. Quanto mais você me largar, mais você me levará pra perto, porque eu sou assim: só funciono no modo "solta", e se você não gosta, infelizmente, não posso fazer nada a respeito. Nasci para cumprir o meu caminho, e isso nada tem a ver com as expectativas que você cria sobre mim. Então me deixa, com minha cerveja, meu decote e meu sorriso torto. Eu sou feliz assim. Pode acreditar que sou.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Cada um dá o que tem.


Cada um dá o que tem. Essa frase definitivamente tem resumido meus dias. Preciso deixar um pouco de lado meu pragmatismo ortodoxo para afirmar isso, visto que sei bem que o que cada um tem é expressamente limitado pelas relações capitalistas aos quais somos submetidos. Mas não é disso que estou falando. Falo de relações afetivas, de laços formados por sentimentos que extrapolam a racionalidade.
Sim, cada um dá simplesmente aquilo que tem a oferecer.
Você pode vestir máscaras, inventar papéis, montar personagens. Pode criar uma peça de teatro e tentar moldá-la a sua vida. Pode enganar na voz, no tom, na cor... Pode mentir na poesia, na letra, na canção.
Mas quando sua alma tiver que tocar outra alma... tenha certeza: você só será capaz de dar aquilo que seu coração possuir. Não pense que uma farsa se mantem eternamente. Com o tempo as fantasias caem por terra, as máscaras se dissolvem, os papéis se dissipam e você fica nu diante de tudo.
As coisas são assim, acostume-se.
Não adianta você lutar, esbravejar, brigar, espernear. Não serás capaz de colocar no outro aquilo que gostarias que ele tivesse. Tampouco conseguirás fazer com que ele te dê aquilo que ele nem ao menos tem.
Mas não julgue. Assegure-se que seu coração seja morada de bons sentimentos, e isso fará com que você tenha condições de compreender aquele que te trata com mediocridade e ignorância. Entenda: ele está lhe oferecendo tudo que possui. Não adianta esquentar a cabeça com essa gente barata, que trata todos como se fossem mercadorias ou brinquedos. Não adianta se ofender. Eles nem se importarão com sua tristeza.
Porém, lembre-se que muitas vezes nós somos os culpados por depositar esperança demais no outro. Saiba que nós também oferecemos tudo aquilo que dispomos... e muitas vezes esse tudo é tão limitado, tão pouco.
Não apresse os passos do outro, não aligeire sua caminhada, não o faça correr mais do que está preparado. Tenha calma. Ele está lhe entregando tudo o que tem agora... e muitas vezes esse tudo é composto por urgências e carências que você é incapaz de perceber.
As vezes por detrás de um talvez, reside o sim mais sincero, que não é traduzido em palavras.
A partir do momento em que aprendermos a viver nossos dias a partir de nós mesmos, estaremos prontos para olhar para o outro com os olhos dele. Só assim entenderemos que quando nada dá certo, é porque realmente não é para dar. É porque algo ali no horizonte está a nossa espreita. Aquilo que condiz com o que oferecemos durante toda nossa vida.


quarta-feira, 24 de julho de 2013

Agradecimentos...


Neste tempo estranho, em que a alegria da conquista se confunde com a tristeza do fim é inevitável que um filme passe em tela grande e colorida em minha mente. Um filme formado pelas milhares de cenas que compuseram minha trajetória até aqui. Cenas difíceis, de angustia, dúvidas e desânimo, bem como de alegria, vitórias, conquistas e aprendizagem. Um filme que traz consigo diversos atores, protagonistas nesta caminhada, aos quais é necessário agradecer. Agradecer acima de tudo por terem sido os maiores responsáveis por esta vitória por meio da amizade, carinho, confiança e conhecimento a mim oferecidos.
Primeiramente agradeço pela vida, pela inteligência, pela minha doce e terrível teimosia, e pela oportunidade de estar aqui. A essa força que guia a vida no universo, e que costumamos chamar de “Deus”, que fez-se minha força nos momentos de quase desistência, foi meu alento, minha esperança, meu consolo e minha fé.
Dedico esta conquista aos meus pais, os maiores responsáveis por eu ter chego até aqui. Onezimo e Maristela, a vocês todo meu agradecimento e meu amor. Aqueles que foram minha voz quando eu ainda não sabia falar, que foram minhas pernas quando eu ainda não podia caminhar, que foram o alento das noites de choro e de dor da infância, que perderam tanto sono para curar minhas febres e dores de ouvido, que foram e são o colo mais disposto, mais singelo e que se torna o mais importante quando o mundo parece ruir debaixo dos meus pés... Aqueles que passaram por tantas dificuldades para criar a mim e a minha irmã, que enxugaram minhas lágrimas e cuidaram de meus joelhos machucados, que ouviram quando disse minha primeira palavra, me carregaram pela mão para me deixar dar o primeiro passo, que estavam lá quando li a primeira frase... Aqueles que aguentaram minhas travessuras, meu gênio, minha teimosia, meus erros e às vezes que sem querer eu os fazia chorar. Aqueles que passaram fome para dar de comer pra gente, que trabalharam dia e noite incansavelmente para que pudéssemos ter o que vestir, que acabaram com sua saúde para juntar dinheiro para que eu pudesse estudar. Só tenho a agradecer... pelos ensinamentos, os conselhos, as lições de vida que carrego cotidianamente e que ainda são meu guia, minha luz. EU AMO VOCÊS!
À minha irmã Andreia, pelo carinho e pela confiança.
A João Vítor e Samuel, meus queridos afilhados, pelos sorrisos, pelo carinho e por tornarem-se a força necessária para prosseguir.
A todas as colegas do curso de Serviço Social, pelas trocas, discussões, debates acalorados, controvérsias e brigas. Todas foram importantes nessa caminhada. Ao fundão, terror dos professores... nove mulheres guerreiras que deixaram um pouco de si nesta conquista e serão lembradas para sempre com muito carinho.
Em especial à Eliza Favaretto Villani, aquela que foi meu alicerce, minha base, o abraço sempre disposto, o sorriso puro e sincero, o colo sempre pronto, a parceria para todas as aventuras, aquela que fazia com que até as lágrimas caíssem doces. Sem dúvidas, se cheguei até aqui foi porque tu foste a coragem nos momentos em que a vontade de desistir era maior que eu mesma.
À Daiane, primeira e eterna melhor amiga, que entendeu minhas mudanças e permaneceu ao meu lado, segurando minha mão na escuridão até que meus olhos estivessem prontos para encarar os raios de sol novamente.
À Regiane, por entender minhas ausências, respeitar meus silêncios, compreender meu stress contínuo, aceitar minha teimosia irritante, aturar meu gênio impossível, brigar em minha defesa, e acima de tudo, por ser a única e eterna exceção.
Aos colegas do Movimento Estudantil, por me permitirem quebrar preconceitos, ampliar meu olhar para o todo que compõe as complexas relações sociais nas quais nos inserimos.
A todas as professoras do curso de Serviço Social, em especial à professora Adriana De Toni. Admito que sou uma pessoa extremamente difícil de se lidar e sei também que foram muitos os nossos problemas de relacionamento ao longo do curso. Porém, quero que fique claro aqui o imenso respeito e a profunda admiração que tenho por ti Professora. Contigo aprendi muito mais que conteúdos referentes à gestão, ao planejamento, à responsabilidade social (que me soa até mais simpática hoje em dia rsrs), aprendi a derrubar minha resistência quanto a pessoas, temas, assuntos e intervenções.
À minha orientadora Deborah Cristina Amorim, por compreender minhas pausas, meus recuos e minhas indecisões. O aprendizado que tive contigo compõe uma bagagem muito importante, que sem dúvidas levarei por toda a vida. Não se trata apenas do conhecimento a respeito do Serviço Social. Contigo aprendi a ser uma pessoa bem melhor, mais responsável, mais adulta talvez.
Às minhas orientadoras de estágio Ivonete e Dirlei, imprescindíveis em minha formação. Em especial à Ana Soraia, pelas trocas tão ricas nestes últimos quase dois anos. Pela parceria, pela preocupação, pelo aprendizado cotidiano. Sentirei sua falta.
À Doutora Vânia M. C. Piazza, Promotora da Infância e da Juventude da Comarca de Chapecó, por ter aceito prontamente o convite para fazer parte desta banca examinadora.
A três pessoas que dividiram mais que uma casa comigo (o tal AP 102), dividiram suas vidas, seus sonhos, suas vitórias e derrotas. Das sextas-feiras de truco aos domingos de leituras e produções acadêmicas. Aquelas que nos momentos em que tudo estava difícil, eram capazes de, com um abraço,
minimizar qualquer dor. O destino preferiu nos separar, mas sem dúvidas, as lembranças do tempo que compartilhamos compõem algumas das memórias mais doces da minha existência.
A uma “excêntrica família”, que formamos na tão contraditória vida acadêmica. Muitos foram e outros chegaram, num vai e vem de vidas entrelaçadas por meio do amor e da cumplicidade. Tantas noites nas mesinhas da Unochapecó ou do Ems². Tantos encontros e desencontros, e uma certeza: cada um de vocês está por aí, em alguma das páginas que se seguem. Vocês imprimiram em minha alma traços que o tempo jamais será capaz de apagar. Com vocês aprendi muito, superei limites, encontrei o mais sincero significado da palavra amizade. Amarei-os para sempre, obrigado por terem me dado a oportunidade de ser sua “mãe”.