Desde pequena tenho mania de perder meu olhar pela janela de meu quarto e estacioná-lo no infinito... Fiz isso nas manhas da minha infância, quando nada mais tinha a pensar do que num mundo que para mim era um imenso bolo de chocolate em que eu soh precisava brincar, lambuzar, sujar e ser feliz...Fiz isso nas tarde de chuva, olhando cada gota... que trazia consigo tanto significado, mas que eu ainda era ingênua demais para entender!! Fiz isso nas noites de minha adolescência, ao chorar por amores que pareciam eternos.. eh.. não foram... Fato é que ao olhar pela janela, percebi que as paisagens mudam, os dias passam, e a gente mesmo se transforma ... a ação de olhar pela janela é a mesmaa... mas o motivo que me leva até ela nunca é... meu olhar também traz consigo um novo interesse, uma nova lagrima... e uma nova emoção... posso crescer, amadurecer e me tornar uma menina grande... mas ainda é o horizonte daquela janela que abriga minhas angustias, silencia meus soluços, acolhe minhas lagrimas e acalma meu coração... quem me dera voltar aquele tempo em que os joelhos machucados eram curados com beijos de mãe... e que eu não sabia o que era um coração partido... onde os problemas eram resolvidos com coca-cola e salgadinho, onde se chorava por tombos e arranhões... onde o mal só existia nas historias em que no fim o bem sempre vencia... mas a gente cresce... o destino cobra.. a vida faz a gente mudar... que Deus me permita ao menos ter sempre uma janela, aberta para o nada, ou o tudo... para que o infinito possa entrar em minha alma e me tornar parte dele, me tornar plena... plena de mim, imperfeita que sou!!!
"Há quem diga que a função das palavras é esconder o que sentimos. Eu não digo."
domingo, 6 de março de 2011
sexta-feira, 4 de março de 2011
mas é preciso deixar ir!!!
Mais doído que arranhão no joelho é corte na alma (ou no coração).
Há aqueles mais superficiais, onde as circustâncias pelas quais foram provocados nem importam tanto, tornando-os possíveis de cicatrizar em tão pouco tempo que caem logo em esquecimento.
Outro tipo de corte é aquele que vai um pouco mais fundo… Uma palavra dita num tom não muito agradável, uma amizade que não foi tão sincera, um amor não correspondido. A dor dura um pouco mais, podendo ser de um dia, um mês ou até um ano. A pessoa ferida pode esquecer horas e lembrar outras, o estrago provocado pode arrancar algumas lágrimas e uns “eu nunca mais farei isso” (ou coisas do tipo), mas um dia cicatriza. Também cai em esquecimento.
Há ainda outra espécie de corte – e já digo de antemão que é o pior de todos eles – que chega da forma mais inesperada possível; seja por carta, email, telefone, ou ainda, no pior dos casos, por palavras e gestos mal ditos ou não ditos. Esse tipo de dor é daquelas que nunca será dividida com ninguém (nem mesmo com o causador), daquelas que é guardada dentro da alma e o sofrimento é prolongado, podendo durar uma vida toda. É algo que não sai do pensamento, que persegue tudo que é feito, pensado, dito; e dói tanto, ao ponto de ser uma dor além do que se é possível sentir. Vem quando se dorme ou está acordado, na hora do almoço ou no lanche da madrugada. E a pessoa ferida dirá mil vezes que já passou, que já esqueceu, que não foi nada. Mas só ela saberá o quanto doeu ter vivido aquilo, o quanto seu coração ficou dez vezes mais frágil com aquele corte, o quanto queria poder simplesmente esquecer. Mas não esquece nunca. Porque há coisas que servem de lição, mas outras apenas nos perseguem a vida toda trazendo as lembranças mais tristes e o medo de seguir em frente.
Há aqueles mais superficiais, onde as circustâncias pelas quais foram provocados nem importam tanto, tornando-os possíveis de cicatrizar em tão pouco tempo que caem logo em esquecimento.
Outro tipo de corte é aquele que vai um pouco mais fundo… Uma palavra dita num tom não muito agradável, uma amizade que não foi tão sincera, um amor não correspondido. A dor dura um pouco mais, podendo ser de um dia, um mês ou até um ano. A pessoa ferida pode esquecer horas e lembrar outras, o estrago provocado pode arrancar algumas lágrimas e uns “eu nunca mais farei isso” (ou coisas do tipo), mas um dia cicatriza. Também cai em esquecimento.
Há ainda outra espécie de corte – e já digo de antemão que é o pior de todos eles – que chega da forma mais inesperada possível; seja por carta, email, telefone, ou ainda, no pior dos casos, por palavras e gestos mal ditos ou não ditos. Esse tipo de dor é daquelas que nunca será dividida com ninguém (nem mesmo com o causador), daquelas que é guardada dentro da alma e o sofrimento é prolongado, podendo durar uma vida toda. É algo que não sai do pensamento, que persegue tudo que é feito, pensado, dito; e dói tanto, ao ponto de ser uma dor além do que se é possível sentir. Vem quando se dorme ou está acordado, na hora do almoço ou no lanche da madrugada. E a pessoa ferida dirá mil vezes que já passou, que já esqueceu, que não foi nada. Mas só ela saberá o quanto doeu ter vivido aquilo, o quanto seu coração ficou dez vezes mais frágil com aquele corte, o quanto queria poder simplesmente esquecer. Mas não esquece nunca. Porque há coisas que servem de lição, mas outras apenas nos perseguem a vida toda trazendo as lembranças mais tristes e o medo de seguir em frente.
Markus Zusak
aceitar...
Vida marejada, nó apertado na garganta das coisas, chega finalmente o momento em que desejamos apenas o sossego que costuma vir com a aceitação. Coragem, às vezes, é desapego. É parar de se esticar, em vão, para trazer a linha de volta. É permitir que voe sem que nos leve junto. É aceitar que a esperança há muito se desprendeu do sonho. É aceitar doer inteiro até florir de novo. É abençoar o amor, aquele lá, que a gente não alcança mais.
Caio Fernando Abreu
sonhar..
“Lá está ela, mais uma vez. Não sei, não vou saber, não dá pra entender como ela não se cansa disso. Sabe que tudo acontece como um jogo, se é de azar ou de sorte, não dá pra prever. Ou melhor, até se pode prever, mas ela dispensa. [...] E se ela se afogar, se recupera. [...] E assim, aos poucos, ela se esquece dos socos, pontapés, golpes baixos que a vida lhe deu, lhe dará. A moça – que não era Capitu, mas também tem olhos de ressaca – levanta e segue em frente. Não por ser forte, e sim pelo contrário…por saber que é fraca o bastante para não conseguir ter ódio no seu coração, na sua alma, na sua essência. E ama, sabendo que vai chorar muitas vezes ainda. Afinal, foi chorando que ela, você e todos os outros, vieram ao mundo.
Caio Fernando Abreu
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
"Ainda é mistério...
Mas há quem diga que ela gosta mesmo é de tempo bom, estrelas incontáveis e céu aberto. Fala quase tudo que pensa, e pensa quase tudo o que diz. Ela é muito mais do que qualquer palavra não dita. Aprecia verdades, certezas e pé no chão. Mas adora inventar novas histórias, dessas quase inconfessáveis. Ela fantasia, sonha e fantasia mais. Vive no mundo daqui e de lá.
Há quem diga que a sua personalidade é forte, que a teimosia é a sua melhor amiga, e que tédio é palavra que não combina com seu dicionário. Dizem por aí que ela tem um perfume que não se traduz, um olhar que confunde e um jeito que não se define. Parece que tem dias que ela acorda e olha pra vida como um faz-de-conta, rir que nem criança e permite ser meio tola e meio boba, só para não ter que levar tudo tão a sério. Tem coisas que ela sente por completo, vive por completo, por todos os poros, por todos os lados, que tira o fôlego, que vira explosão. Segredo. E é disso mesmo que ela gosta.
Há quem diga que ela faz tempestade num copo d’água, que é inquieta, é desassossego, e dá trabalho. É tudo, é nada, é nem aí. Ela é também o desejo de ficar à toa, de boa. Mas numa boa, ela não é só o que se vê. Ela se renova, se reinventa, não perde a essência. Faz das quedas um ponto de recomeço. Tem um passo que não desiste e uma liberdade que ninguém aprisiona. Como borboleta, ganha asas. Voa leve e solta, colorida. Livremente, cheia de vida. Pousa e repousa naquilo que tem cheirinho bom de descanso. Naquilo que faz seu coração sorrir e pedir pra ficar. Inventa e aprende um novo jeito de olhar adiante. Mais uma vez e sempre. Suspira e acredita."
Karine Melo
Há quem diga que a sua personalidade é forte, que a teimosia é a sua melhor amiga, e que tédio é palavra que não combina com seu dicionário. Dizem por aí que ela tem um perfume que não se traduz, um olhar que confunde e um jeito que não se define. Parece que tem dias que ela acorda e olha pra vida como um faz-de-conta, rir que nem criança e permite ser meio tola e meio boba, só para não ter que levar tudo tão a sério. Tem coisas que ela sente por completo, vive por completo, por todos os poros, por todos os lados, que tira o fôlego, que vira explosão. Segredo. E é disso mesmo que ela gosta.
Há quem diga que ela faz tempestade num copo d’água, que é inquieta, é desassossego, e dá trabalho. É tudo, é nada, é nem aí. Ela é também o desejo de ficar à toa, de boa. Mas numa boa, ela não é só o que se vê. Ela se renova, se reinventa, não perde a essência. Faz das quedas um ponto de recomeço. Tem um passo que não desiste e uma liberdade que ninguém aprisiona. Como borboleta, ganha asas. Voa leve e solta, colorida. Livremente, cheia de vida. Pousa e repousa naquilo que tem cheirinho bom de descanso. Naquilo que faz seu coração sorrir e pedir pra ficar. Inventa e aprende um novo jeito de olhar adiante. Mais uma vez e sempre. Suspira e acredita."
Karine Melo
Elaaa..
"Ela tem limites. Chega uma hora que ela simplesmente se resolve. Porque têm coisas que ela vai deixando, deixando, deixando pra lá, sem nem perceber, sem nem sentir. Quando menos se espera, acontece.
E chega um novo sonho, inteirinho, ao seu dispor. Com mais luz, mais cor, mais sabor. Com mais vontade. Aquele mais que faltava, aquele que está à altura do que ela merece. A tal felicidade. E mesmo sendo um pouco clichê, ela descobriu que é isso que importa. Nada mais.Por isso, os dias não tem sido iguais, não dentro dela. Lá, tudo se modifica, se transforma, muda de lugar e direção. A vida revira as certezas. Balança as bases. Sacode, chacoalha.
Não, ela não tem mais aquele medo de tombar em certos sonhos. Ela não tem receios que algumas coisas andem por caminhos que não se esperavam. Bom mesmo é se descobrir, ser inteira. Grande. E ela é. Porque tem mundo que não a abriga, tem espaço que não a cabe, é pequeno demais. Ela é maior que isso. E foi assim que ela cresceu: acreditando. E por acreditar, ela perdeu o medo.
E vai esquecendo todo o resto. Resto que não tem valor, que perdeu o sentido, resto que não vale à pena. Resto que é resto. E só.
Ela é aprendiz, não se acomoda. Não se reduz. Ela é aquela mulher que, mesmo sendo um pouco menina, cresce. Se supera. Se constrói. Acorda."
Karine Mello
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Amor e Perseguição!!!
Temos a mania de achar que amor é algo que se busca. Buscamos o amor em bares, buscamos o amor na internet, buscamos o amor na parada de ônibus. Como num jogo de esconde-esconde, procuramos pelo amor que está oculto dentro das boates, nas salas de aula, nas platéias dos teatros. Ele certamente está por ali, você quase pode sentir o seu cheiro, precisa apenas descobri-lo e agarrá-lo o mais rápido possível, pois só o amor constrói, só o amor salva, só o amor traz felicidade.
Amor não é medicamento. Se você está deprimido, histérico ou ansioso demais, o amor não se aproximará,e, caso o faça vai frustrar suas expectativas, porque o amor quer ser recebido com saúde e leveza,ele não suporta a idéia de ser ingerido de quatro em quatro horas, como antibiótico para combater as bactérias da solidão e da falta de auto-estima. Você já ouviu muitas vezes alguém dizer: “Quando eu menos esperava, quando eu havia desistido de procurar, o amor apareceu”. Claro, o amor não é bobo, quer ser bem tratado, por isso escolhe as pessoas que, antes de tudo, tratam bem de si mesmas.
O amor, ao contrário do que se pensa, não tem que vir antes de tudo: antes de estabilizar a carreira profissional, antes de viajar pelo mundo, de curtir a vida. Ele não é uma garantia de que, a partir do seu surgimento, tudo o mais dará certo. Queremos o amor como pré-requisito para o sucesso nos outros setores, quando na verdade, o amor espera primeiro você ser feliz para só então surgir diante de você sem máscaras e sem fantasia. É esta a condição. É pegar ou largar.
Para quem acha que isso é chantagem, arrisco sair em defesa do amor: ser feliz é uma exigência razoável e não é tarefa tão complicada. Felizes aqueles que aprendem a administrar seus conflitos, que aceitam suas oscilações de humor, que dão o melhor de si e não se autoflagelam por causa dos erros que cometem. Felicidade é serenidade. Não tem nada a ver com piscinas, carros e muito menos com príncipes encantados. O amor é o prêmio para quem relaxa.
M.M
Falhas...
Uma das coisas que fascinam na cidade de San Francisco é ela estar localizada sobra a falha de San Andréas, que é um desnível no terreno que provoca pequenos abalos sísmicos de vez em quando e grande terremotos de tempos em tempos. Você esta muy faceira caminhado pela cidade, apreciando a arquitetura vitoriana, a baía, a Golden Gate, e de uma hora para a outra pode perder o chão, ver tudo sair do lugar, ficar tontinho, tontinho. É pouco provável que vá acontecer justo quando você estiver lá, mas existe a possibilidade, e isso amedronta, mas ao mesmo tempo excita, vai dizer que não?
Assim são também as pessoas interessantes? Têm falhas. Pessoas perfeitas são como Viena, uma cidade linda, limpa, sem fraturas geológicas, onde tudo funciona e você quase morre de tédio.
Pessoas, como cidades, não precisam ser excessivamente bonitas. É fundamental que tenham sinais de expressão no rosto, um nariz com personalidade, um vinco na testa que as caracterize.
Pessoas, como cidades, precisam ser limpas, mas não a ponto de não possuírem maculas. É preciso suar na hora do cansaço, é preciso ter um cheiro próprio, uma camiseta velha pra dormir, um jeans quase transparente de tanto que foi usado, um batom que escapou dos lábios depois de um beijo, um rímel que borrou um pouquinho quando você chorou.
Pessoas, como cidades, têm que funcionar, mas não podem ser previsíveis. De vez em quando, sem não abusar muito da licença, devem ser insensatas, ligeiramente passionais, demonstrar um certo desatino, ir contra alguns prognósticos, cometer erros de julgamento e pedir desculpas depois, pedir desculpas sempre, pra poder ter credito e errar outra vez.
Pessoas, como cidades, devem dar vontade de visitar, devem satisfazer nossa necessidade de vier momentos sublimes, devem ser calorosas, ser generosa e abrir suas portas, devem nos fazer querer voltar, porem não devem nos deixar 100% seguros, nunca. Uma pequena dose de apreensão e cuidado devem provocar, nunca devem deixar os outros esquecerem que pessoas, assim como cidades, têm rachaduras internas, portanto, podem surpreender.
FALHAS. Agradeça as suas, que é o que humaniza você, e nos fascina.
Martha Medeiros
Porque sim!!!!
Todos os anos vc promete p/si mesmo: Vou parar de dar tanta explicação.
Chega.
É desumano ficar o tempo todo justificando minhas ações.
Não sou mais criança.
Porém, a despeito de sua boa vontade, entra ano, sai ano e vc continua tendo que responder à perguntinha infalível por trás de tdos os seus atos: Porque?
Porque vc raspou a cabeça?
Porque vc comprou um gato e não um cachorro?
As pessoas gostam de um papo.
Decretar mudez absoluta é falta de civilidade, portanto, não custa dar umas respostinhas rápidas e evitar que o mundo desabe a sua volta.
O problema é qdo vc faz essas perguntas p/si mesmo.
Porque eu larguei a terapia?
Porque eu comprei aquela camisa espalhafatosa?
Porque eu estou triste se tudo vai bem?
É um curto-circuito cerebral.
Estamos sempre nos questionando, sempre tentando entender o que há por trás das nossas ações.
Como seria se a gente, uma vez na vida, deixasse as coisas rolarem sem tantas justificativas?
Pense o seguinte: vc tem uma razão mto forte para trocar todos os móveis de lugar, para passar a tarde inteira deitada na cama pensando na vida, para interromper a dieta e cair de boca no seu doce preferido.
A razão inquestionável e inatacável é: Porque sim.
Vc passou o ano inteiro fazendo coisas "porque não".
Vc foi a festas barulhentas e lotadas porque não queria ficar em casa sozinho.
Vc abandonou a idéia de tirar um ano sabático e viajar para a Índia porque não queria preocupar seus pais.
Vc passou o ano sorridente, bem humorado e sensato porque não esperavam outra coisa de vc.
Pois agora é um bom momento para tomar umas atitudes sem o amparo da razão.
Porque?
Vc sabe porque.
Compre uma roupa vermelha, alugue uma moto por um dia, telefone para alguém e declare-se apaixonado, mergulhe na obra de Shakespeare, pegue um ônibus e desça na última parada, compre um disco de um cantor q nunca ouviu falar, comece a praticar ioga, doe metade dos seus livros, faça uma tatuagem.
Porque? Porque sim.
Martha Medeiros - versão
“Não tente provocar em mim questionamentos que não trago no momento. Não estou vivendo perigosamente. Troque o perigosamente por intensamente, inconseqüentemente, apaixonadamente. Não há perigo. Perigoso é a gente se aprisionar no que nos ensinaram como certo e nunca mais se libertar, correndo o risco de não saber mais viver sem um manual de instruções…”
Martha Medeiros - Trecho de O Divã
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